As vilas de São Martinho do Outeiro

Pelos séculos X a XIII, cá no Norte de Portugal, vila podia significar a vila urbana, como actualmente, mas também a vila rústica, uma farta casa de lavoura.

A vila rústica distinguia-se pelo seu “paço”, que era a casa propriamente dita; nele vivia o “senhor” da vila.

 



Em rigor, os documentos só autorizam a falar nas três vilas assinaladas a negro, mas as restantes três casas foram também importantes. A Honra de Cavaleiros era uma instituição de natureza diferente e abarcava toda a freguesia.

 

Por este tempo, os documentos registam repetidamente em São Martinho do Outeiro três vilas: Gacim, Outeiro e Fornelos.

As casas de Quintandura, Friães são também repetidamente nomeadas; Santo Isidro (Santeziro, em 1287, Santo Gido, hoje) é mencionada apenas uma vez. Mas não como vilas.

A Honra de Cavaleiros era uma instituição de outra natureza e acabaria por subordinar a si toda a freguesia.

Na vizinha freguesia de Bagunte assinalam-se quase dez vilas.

 

 A Vila de Gacim

A Vila de Gacim ficava “à raiz da Cividade de Bagunte” ou “no sopé do monte da Cividade de Bagunte” ou “no sopé da Cividade de Bagunte”, nos limites de São Martinho do Outeiro com Bagunte, onde ainda hoje se conhecem campos de “Gacins”. Conservam-se lá para duas dezenas documentos que a mencionam.

 


A primeira casa da fotografia – a da Granja, já demolida – poderia ser uma sobrevivência do que há muito séculos tinha sido a Vila de Gacim, de que tanta notícia chegou até nós. No séc. XVI, havia em Gacins várias casas em ruínas.

 

A Vila do Outeiro

Foi sem dúvida a Vila do Outeiro que construiu a igreja original da freguesia e por isso lhe deu o nome.

Esta vila corresponde hoje, grosso modo, à casa da família Gonçalves. A igreja velha e o seu adro parecem um recanto de terreno cedido por esta casa.

 

A Vila de Fornelos

À Vila de Fornelos viria a suceder uma das casas mais notáveis da freguesia. O seu dono chegou a ser cavaleiro.

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