Abertura

 A inquirição de 1258 afirma que a paróquia de São Martinho do Outeiro ”é honra dos Cavaleiros, desde antigamente, da família de Fáfia Guterres”. Como este cavaleiro vinha ainda do século XI e tinha falecido por volta de 1150, o seu nome destacava-se como o de um fundador. Presume-se que fosse irmão daquele Paio Guterres a quem D. Afonso Henriques pôs couto na Junqueira.

Fáfia Guterres e os seus descendentes poderão ter sido cavaleiros templários. De facto, parece que eles deixaram de ser cavaleiros quando a Ordem Templária foi extinta. Mais tarde voltaram a sê-lo.

À casa ficou definitivamente associado o nome de Cavaleiros. Alguma razão há-de ter havido para isso. 

Durante lá para nove séculos, ela foi a casa nobre mais rica e antiga em largas redondezas.

Se há algumas certezas sobre Fáfia Guterres, há muitas dúvidas sobre os Cavaleiros que lhe foram sucedendo até meados do século XIV. A partir daí estão bem identificados.

Eu passei muito tempo no Outeiro Maior e ainda lá vou com grande frequência. Isso fez-me interessar pela Casa de Cavaleiros. Sobre os seus donos e sobre ela já escrevi várias vezes. Reúno aqui parte do que tenho encontrado.


Panorama geral da Casa de Cavaleiros em fotografia de 2005. À direita, vê-se parte da capela.




Fachada da Casa de Cavaleiros em fotografia da mesma data da anterior.

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